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segunda-feira, 22 de março de 2010

a confiança em si mesmo

A confiança em si mesmo Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Sempre se viu, por exemplo, a muitos decidirem empreender uma obra, grande ou pequena, e mais tarde abandoná-la pela metade, amiúde para empreender outra, ou outras, que também ficam truncadas, sem que exista uma explicação que justifique essa mudança de conduta, adotada, precisamente, para modificar as próprias decisões.

Pois bem; isso obedece, na maioria dos casos, à insegurança dos pensamentos alojados na mente; e se há tal insegurança, logicamente é porque eles não são fruto da concepção própria. Pensamentos de toda índole desempenham ali um papel preponderante, sendo muitos deles, às vezes, alheios aos motivos de preocupação em que o ser se acha absorvido.

Querer é poder quando o que se quer se sente profundamente

Ao contrário disso, quando se empreende uma obra e ela é levada a bom termo, é porque as reflexões foram bem amadurecidas antecipadamente, e a inteligência favoreceu o projeto graças à esmerada elaboração do plano a ser realizado. Em tais circunstâncias, o ser pode ter confiança e segurança nas diretrizes próprias, e dificilmente acontecerá que deva abandonar o trabalho começado, desde que antes de iniciá-lo tenha tomado, repetimos, todas as medidas que possam contribuir para assegurar o êxito na empresa.

Muitas vezes, um simples desejo mental, promovido por um ou outro pensamento, leva o homem a realizar coisas que, por não haverem sido devidamente pensadas, fracassam quase em seu início.

O pensamento executor de uma obra deve ter, necessariamente, raízes na consciência, pois é dela que o ser haverá de se valer toda vez que se sentir debilitado.

Diante do que ficou dito, temos de admitir que os mais capacitados são os que triunfam, levando seus projetos a uma feliz culminação. A capacidade compreensiva é, pois, imprescindível em todos os atos do pensamento, e é para ela que a vontade deve sempre apelar, a fim de não se debilitar em plena ação.

Trechos extraídos de artigo da Coletânea da Revista Logosofia Tomo 1 p. 137 e 138

Amigos: família do coração Amizade é uma forma de amor tão genuína quanto os laços de sangue

Certos amigos são tão íntimos e fazem parte de nosso cotidiano de forma tão natural que parecem membros da nossa família. Mesmo que não sejam "sangue do nosso sangue", certas pessoas nos parecem conhecidas de longa data, uma simpatia gratuita brota e se instala.

O amigo está ao nosso lado para compartilhar momentos únicos e transformá-los em inesquecíveis. Afinal, não é muito melhor presenciar um lindo pôr-do-sol tendo alguém especial ao lado para compartilhar aquela visão? Em certos momentos o amigo se converte um pouco em pai e mãe, dá conselhos, puxa a orelha, cuida da gente. Em outros, estamos mais de igual para igual e temos uma relação de quase irmãos: conversamos, sonhamos, brigamos, nos abrimos para pensar e solucionar, curtimos, corremos atrás, compartilhamos.

Parte da família

Essas pessoas especiais não substituem seus familiares, mas sim se tornam uma extensão de seus laços de amor, ampliam sua noção de família e de fraternidade. Por vezes, acabam fazendo parte mesmo da família. É aquele amigo-irmão que ganha espaço no colo de uma segunda mãe e tem cadeira cativa nos eventos familiares. Amigo-irmão que já não sente vergonha de abrir a geladeira de sua casa se for preciso, sabe as datas de aniversário dos seus familiares, conhece o humor das pessoas da casa. De certo, acompanhará de perto as novas situações e estará por perto quando for preciso. Está presente para as conquistas e também nos momentos de dificuldade. Está junto para o silêncio e também para longas conversas.

Podemos até dizer que o amigo é um irmão que a vida nos dá a chance de escolher. Pensando por outro lado, a amizade, por ser uma forma de amor, não é bem escolha. Acontece e reconhecemos, é um presente da vida que optamos por aceitar."Podemos até dizer que o amigo é um irmão que a vida nos dá a chance de escolher. Pensando por outro lado, a amizade, por ser uma forma de amor, não é bem escolha. Acontece e reconhecemos, é um presente da vida que optamos por aceitar." Um presente de enorme valor, é preciso ressaltar. Uma verdadeira amizade é um grande tesouro que traz mais humanidade às nossas vidas. Quem tem um amigo-irmão tem mais que companhia, tem um companheiro. Tem um laço que suplanta a existência ou não de laços consanguíneos, é a irmandade de valores, de ideais, um sentimento sincero de torcida pela felicidade do outro.

Aumentar nossa família através dos laços do coração é aumentar também a possibilidade de nos sentirmos à vontade e em casa ao lado de mais pessoas ao longo de nossa caminhada pela vida.

SOBRE O AUTOR
Juliana Garcia

Juliana Garcia

Psicóloga, psicodramatista e aromaterapeuta. Trabalha em projetos sociais como facilitadora de grupos de mulheres e grupos de reflexão sobre o Feminino em Belo Horizonte e interior de MG. Saiba mais »

contato: julianaggpsi@gmail.com
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artigos logosofia

As energias vitais do ser humano dependem de sua organização mental Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

A Logosofia define a função de pensar como um ato que a mente exerce para elaborar um pensamento, uma ideia ou, simplesmente, a descrição de um motivo que uma circunstância determinada exige para os fins de uma explicação. (CRL1 – p. 183)

Tudo o que se refere ao sistema mental é um mundo de maravilhas, e quanto mais o homem se interne nesse conhecimento, mais experimentará a sensação de que existe, pois muitos chegam à velhice e pouco é o que sabem de sua existência.

Possivelmente, em minutos muito contados se detiveram a pensar que existiam, que sua vida devia ter algum papel nesta existência. Se mais detidamente se examinassem todos os momentos de sua vida, poderiam, então, ter chegado à conclusão de que, com mais conhecimento, melhor aproveitamento teriam feito dela, chegando até a duplicá-la, a triplicá-la e, pode-se dizer, a centuplicá-la, porque aquele que pensa vive intensamente a vida. Ao contrário, quem não pensa deixa correr os dias e os anos, que vão sendo absorvidos pelo tempo. Ninguém se recorda dele. Mas quem pensa, quem faz com que seus pensamentos sejam conhecidos, quem se movimenta, quem transmite uma vitalidade superior à dos demais, esse não só vive com intensidade a vida, mas também amplia o tempo, faz num dia o que outros não fazem em anos.

Todo tempo que se aproveita pensando é tempo de vida que se renova

Todos os dias ou minutos em que não se pensa é tempo perdido, vida morta. E todo tempo que se aproveita pensando é tempo de vida, vida que se renova, na qual não apenas os momentos presentes e futuros são vividos com intensidade; os do passado também se revivem, e se está em contato permanente com todas as imagens que devem ser familiares, porque todas elas devem constituir uma espécie de conselheiro para as futuras atuações. Destas imagens, muitas foram colhidas da experiência, outras do estudo, e outras da meditação.

O Criador estendeu a vida dos homens além da que vivem outras espécies; é possível que a tenha estendido para que eles não pensem em nada?

Observem o valor que tem para a vida o fato de pensar sempre, sem nunca chegar ao cansaço. Não se devem cometer excessos e, para evitá-los, é preciso recorrer ao controle individual, à razão, que advertirá a pessoa sobre o menor sinal de cansaço, a fim de que faça um repouso, uma pequena dieta mental, e continue em seguida suas profundas meditações, sensatas, cheias de vida, de lógica, de verdade.

Não pensar em coisas triviais, em coisas que possam afligir o ânimo; não levar os pensamentos que se tenham na própria mente a se juntarem com outros próprios do mal viver. Refiro-me àqueles que conduzem ao mal pensar e que, mais tarde, são levados inconscientemente até à mente, porque a companhia deles lhes agradou ou porque talvez os tenham achado alegres. Eis como se produzem os contágios mentais, juntando-se primeiro os pensamentos e, depois, os homens, e eis como nos vemos sempre diante da repetição dos fatos: o que a princípio ocorre no ambiente mental passa, em seguida, às manifestações físicas.

desperte a criança dentro de vc

A rotina de quem tem filhos é quase uma maratona. Há tantas tarefas para dar conta todos os dias...Um pai uma vez me disse que se sente como um malabarista de circo, aquele que vai girando um pouco cada um dos pratos para que não caiam no chão. Fiquei pensando, será que ele consegue olhar para um prato e vê-lo girar por alguns poucos segundos? Com certeza deve ser difícil, não é? O mesmo se aplica aos pais, que na correria cotidiana muitas vezes nem conseguem perceber o quão espertos e engraçados os filhos estão ficando.

O dia passa e a noite chega tão rápido todos os dias, que muitas vezes chegamos à conclusão que pensamos tanto em "ter", executamos tarefas e pouco "sentimos". Talvez o sentir seja o grande segredo da vida e para isso precisamos compartilhar, estar com as pessoas que amamos. Aproveite todos os momentos que puder! No caminho da escola, por exemplo, escute com seu filho um cd com as musicas preferidas de vocês. Pense em como tornar as atividades rotineiras em momentos divertidos e prazerosos.

Risadas para afastar o marasmo

Quer ver um pai e mãe feliz? Basta o filhote sorrir! É bom demais ter crianças por perto, tem coisas que só elas com toda sua pureza são capazes de fazer. Em poucos segundos a ingenuidade dos pequenos aparece e faz os pais rirem mesmo num momento difícil. Não há como não se divertir com suas conquistas e aprendizados e é por isso que dizemos: a felicidade é contagiosa!

Momentos de grande felicidade virão nas situações mais cotidianas, basta que você se permita enxergá-los com outros olhos."Momentos de grande felicidade virão nas situações mais cotidianas, basta que você se permita enxergá-los com outros olhos." Como, por exemplo, não rir com eles quando se lambuzam de sorvete num dia quente? Aquelas carinhas meladas tão lindas! Ao invés de pensar na roupa que sujou, curta esse momento e se lambuze como o seu filho, ria, permita-se ser feliz e volte a ser criança também! No final da brincadeira quem sabe você poderá ganhar um gostoso beijo gelado!

É simples fazer os pequenos sorrir e de quebra você também sentirá uma felicidade sem fim, despertando a criança adormecida em você. Ensine ao filhote uma brincadeira da sua infância, valem todas aquelas das quais guardamos boas memórias, como pular amarelinha, esconde-esconde, pega-pega e rodar pião.

Estar perto das crianças dá a chance de "aproveitar" a felicidade deles. Revivemos um pouco a nossa infância e nos lembramos de como as coisas podem ser simples, com um sabor diferente...isso só depende da forma como olhamos para as situações.

SOBRE O AUTOR
Denise Gurgel

Denise Gurgel

Fisioterapeuta materno-infantil e professora de shantala. Desde 2002 dedica-se a estudos sobre movimentos e expressão corporal dos bebês. Ministra cursos sobre shantala em São Paulo. Saiba mais »

contato: contato@cursoshantala.com.br